Illustration credit: Vecteezy

domingo, 1 de abril de 2012

Serra da Canastra - O famoso Parque Nacional e algumas fisgadas no fim do dia

Olá, leitores e amigos!
Há tempos, eu (Pedro) e meu pai (Hilton) desejávamos conhecer a famosa Serra da Canastra, local em que o imponente Rio São Francisco nasce e se revela na sua primeira grande queda d'água, a Cachoeira Casca D'Anta. E foi para lá que fomos recentemente.
Saímos de Passos rumo à cidade de São João Batista do Glória - MG, pois de lá seguiríamos caminho para a Serra da Canastra.
Para chegar até lá, passamos por um trecho extremamente complicado conhecido como Serra Branca, onde mesmo o veículo 4X4 dificuldades para subir devido às recentes chuvas que haviam prejudicado a trilha principal. Após muita apreensão e paciência, chegamos ao fim daquele trecho, com direito a um lindo visual como recompensa.

Foram necessárias mais algumas horas de viagem até chegarmos ao nosso destino final, o Parque Nacional da Serra da Canastra. Lá, uma taxa individual de manutenção de R$ 13,00 (preços de março de 2012) é cobrada para que o turista seja autorizado a entrar. 

Assim que entramos, demos de cara com a famosa Cachoeira, uma visão indescritível. Claro que não hesitamos em fotografar aquele belo cenário.


Seguimos a trilha que dá acesso ao mirante de observação da queda, onde pudemos comtemplar mais de perto a imponência daquele lugar fantástico. Como estava começando a chover, preferimos não nos adentrar mais ao pé da cachoeira. 

Na volta, passamos pela pequena cidade de Vargem Bonita - MG, uma típica cidade de interior, com casas simples, ambiente receptivo e aconchegante, pessoas conversando nas varandas das casas e belas pracinhas. O povoado é conhecido pelos queijos e doces produzidos na região, além do artesanato mineiro.

Ainda naquele dia, quando voltávamos para Passos, meu pai quis passar na fazenda de um amigo, onde há alguns tanques em que são criadas diversas espécies de peixes, onde eu poderia pescar e soltar. Como eu sempre carrego algumas tralhas no carro, aproveitei o tempo disponível e comecei a pescar enquanto meu pai conversava com o proprietário do local.
Primeiro, fui ao lago de tilápias tentar algumas com flyfishing, pois nunca havia fisgado uma com mosca seca e sabia que ali elas estariam bem ativas naquela isca. Apesar do pequeno porte dos exemplares fisgados, foi uma experiência válida e muito divertida.

Depois, quando já estava escuro, fui ao lago maior, onde havia alguns exemplares de surubins (híbridos entre cacharas e jundiás), que estavam sendo engordados. De início, usei varas lisas com linha 0,35 mm monofilamento, um anzol Maruseigo 16 e como isca massa de pão, e fisguei vários exemplares de pequeno porte, mas muito fortes e que fizeram a linha cantar. 

Como não havia levado outros equipamentos e queria arriscar algum peixe maior, antes de irmos embora, coloquei um anzol Maruseigo 16 no equipamento de pesca com mosca e arremessei no meio do lago, usando um pequeno pedaço de mortadela como isca, e logo veio a pancada. A briga durou vários minutos no equipamento de Fly classe #5/6, até que um surubim já de bom porte prancheou e pôde ser fotografado, encerrando muito bem nosso passeio pela região. 

No mais, para aqueles que desejam conhecer o local, vale procurar informações sobre a situação da Serra Branca e demais estradas que dão acesso à Serra da Canastra, programando a viagem com antecedência, sem risco de imprevistos.
Abraços!

Por Pedro Daher

terça-feira, 6 de março de 2012

Pesqueiro Tordato's - Conciliando Pescaria e Ciclismo

Olá, amigos e leitores!
Há alguns meses, eu (Pedro) e meu pai (Hilton) fizemos uma pescaria diferente: a bordo de bicicletas! A união de dois esportes como a pesca e o ciclismo pode ser muito proveitosa, proporcionando tanto momentos de descanso quanto de adrenalina.
O local escolhido foi o Pesqueiro Tordato's, no bairro Coimbras em Passos - MG, há alguns quilômetros de onde moramos. É um pesqueiro que eu frequentava muito quando era pequeno, mas que acabei deixando de visitá-lo nos últimos anos.
Nossa proposta era ir e voltar de bicicleta, levando apenas uma vara telescópica e uma carretilha para cada, além de algumas iscas artificiais e anzóis. Pescaríamos por cerca de duas horas e retornaríamos.
Saímos de casa num sábado logo cedo, pois o trajeto era longo, e após cerca de uma hora chegamos na estrada de terra que dá acesso ao pesqueiro.


O Pesqueiro Tordato's, também conhecido como Pesqueiro da Miriam, conta com diversos lagos onde podemos praticar a pesca esportiva ou optar pelo pesque-e-pague, além do bar e restaurante.


Meu pai começou a pescar no lago maior com varas lisas, usando massa do próprio pesqueiro como isca, e fisgou várias pequenas curimbas (papa-terras) e carpas. 

Meu foco principal era pescar com iscas artificiais, e foi o que fiz. Bastou arremessar um pouco em um dos lagos menores e recolher lentamente que logo uma pancada na isca de meia-água Inna 70 revelava uma linda dentuça, a primeira do dia. 


Após uma bela briga, nada mais justo do que devolvê-la ao seu ambiente, para crescer e alegrar outros pescadores. 

E as fisgadas continuaram, a pescaria com iscas artificiais estava muito produtiva. Resultado? Mais traíras na linha! 

Decidi ir ao lago maior pinchar nas laterais. Decisão mais que acertada, logo no primeiro arremesso mais uma traíra ataca a isca e posa para as fotos após alguns saltos, para encerrar bem nossa rápida pescaria. 


Como já era meio-dia, resolvemos ir embora como combinado, mas já havíamos nos divertido bastante para um fim de semana que não prometia nada.
O que pudemos concluir é que conciliar esses dois esportes é uma experiência válida e muito prazerosa, ainda mais em família. Pode ser uma atividade extremamente interessante para fins de semana sem programação especial.
Deixo aqui minha sugestão: na próxima pescaria, vá de bike!

Por Pedro Daher

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Engenho da Serra Hotel & EcoResort - Dois dias num paraíso da pesca esportiva

Olá, amigos e leitores! Após nossas primeiras pescarias no Engenho da Serra, acabei conhecendo o proprietário do Hotel, o senhor Jamilton, e fomos por ele convidados a passar um fim de semana na Casa de Hóspedes do Engenho da Serra Hotel & EcoResort, numa data a nossa escolha. E como o potencial do local já havia nos surpreendido em pleno inverno, resolvemos testá-lo ao máximo em pleno verão, em fevereiro de 2012.

Acima das melhores expectativas

Como a Casa de Hóspedes é grande, pude convidar vários amigos e parentes. Os pescadores eram eu (Pedro), meu pai (Hilton), Luiz Flávio, meu avô (Raimundo), Ana Flávia e Paulo Roberto.
Eu e meus pais fomos mais cedo para arrumar a casa. Estava chovendo muito, mas isso não me impediu de ir para a beira do lago principal e começar meus arremessos atrás de alguma matrinxã perdida, mas de cara a produtividade superou todas as expectativas, todos arremessos resultavam em fisgada. Mas acabei não fotografando as capturas devido à chuva.
Assim que meus parceiros chegaram, a chuva deu uma trégua e aí a pescaria ficou melhor ainda. Decidi arremessar um lambari vivo no fundo com o equipamento mais pesado, e assim que virei as costas já tinha matrinxã fisgada. O fato se repetiu por algumas vezes, até que troquei a isca por salsicha e foi a vez de um piauçu ser fisgado antes mesmo de o chumbo tocar o fundo. Tudo isso em menos de quinze minutos.



Resolvi armar um equipamento mais pesado na lateral esquerda do lago, ao lado da mangueira, que era onde os surubins e tambacus preferiam ficar, mas assim que a isca bateu na água outra matrinxã atacou. 

Meus parceiros não perderam tempo e logo estavam com mais peixes na linha. O Luiz Flávio se divertiu com as tilápias embaixo do tanque-rede usando mortadela na vara lisa. 
Aqui, vale reiterar o que afirmei do relato de nossas primeiras pescarias no Engenho da Serra a respeito do alicate boga grip, que fere a mandíbula de certas espécies. Realmente o usamos no local, mas atualmente evitamos ao máximo seu uso, após tomarmos consciência dos efeitos prejudiciais desse objeto nos peixes.

As fisgadas continuaram e não passávamos dois minutos sem peixe na linha. Acabamos nem tirando foto de grande parte das matrinxãs, afinal eram todas do mesmo porte. As iscas que mais deram resultado foram o pão flutuando e pão de queijo e salsicha no fundo. 



Não importava a técnica, bastava arremessar a isca e ficar com a vara na mão que alguma matrinxã atacava rapidamente. Até dublês apareceram.




Após o almoço, eu e o Paulo resolvemos pescar algumas tilápias. Ele usou varas lisas com ração e eu um conjunto leve com pequenos pedaços de mortadela. Realizamos nossos arremessos ao lado do tanque-rede, cevando o local com ração de coelho. 


Quando começou a escurecer, preparei um equipamento leve para pescar as matrinxãs na superfície. Escolhi ficar ao lado da academia e cevei o ponto com algumas migalhas de pão, e aí a farra teve início. 




E, claro, teve peixe na linha! Devido ao tamanho do anzol e do equipamento leve, muitas escapavam no salto, mas algumas sempre saíam para as fotos. 

A última fisgada da tarde ficou por conta de um piauçu fisgado com salsicha na margem, espécie que estava menos ativa pois não conseguia competir com as vorazes matrinxãs.

Fisgadas noturnas

À noite, o Jamilton nos ofereceu um belo jantar, com direito a um delicioso peixe frito. Deixo aqui os agradecimentos de toda a nossa equipe a ele. Muito obrigado, Jamilton! 

Após o jantar, voltamos ao lago para pescarmos mais um pouco. Logo no primeiro arremesso com salsicha de fundo, o Luiz Flávio já acerta o primeiro redondo da pescaria. 


Em seguida, na mesma modalidade, fisguei um grande piauçu que tomou muita linha do equipamento leve e rendeu uma bela briga. 

Os parceiros fizeram vários dublês pescando no fundo com mortadela e salsicha, parecia que os peixes esperavam as iscas de boca aberta. 

Usando um equipamento pesado com lambari vivo atrás de algum surubim, acabei fisgando outro pequeno mas valente redondo.

O último peixe do dia foi uma matrinxã fisgada pelo meu pai com boia torpedo, chicote curto e lambari vivo como isca no meio do lago. 

Fomos dormir cansados de tantas capturas, mas animados para o segundo e último dia de pesca, já que buscaríamos exemplares maiores. 

O dia dos troféus

No dia seguinte, acabamos acordando tarde devido ao cansaço, mas logo que começamos a pescar já tinha peixe fisgado, mesmo com chuva. As tilápias foram fisgadas com mortadela na margem e as matrinxãs com pão de queijo flutuando. 


Meu tio insistiu na pesca com varas lisas e milho como isca e fisgou grandes piauçus que faziam a linha cantar alto, sem dúvida uma pescaria muito esportiva.

Na pescaria de matrinxãs, acabei perdendo uma tralha, que foi arrastada por um peixe que conseguiu arrancá-la do suporte. Fiquei chateado, mas comecei a buscar o equipamento ao redor de todo o lago com pesados chumbos e grandes anzóis, o que me tomou muito tempo de pescaria. 
Já na hora do almoço, vendo que não conseguiria recuperar a tralha, armei despretensiosamente o equipamento que estava comigo ao lado da mangueira, usando moela de frango como isca, e lá o deixei.
Após almoçarmos, convidei o Jamilton para verificar o equipamento comigo, pois estava com um bom pressentimento. E quando chegamos, a linha esticada rumo à margem comprovou minha expectativa. Não precisei nem fisgar, assim que comecei a recolher, o peixe deu cabeçadas e tomou linha, revelando ser um tambacu. 


Mais alguns minutos de cabo de guerra no equipamento pesado e logo o troféu da pescaria apareceu. Um lindo redondo, peixe de porte acima da média para o local. 




Esse foi o peixe que encerraria nossa pescaria, pois após soltá-lo guardamos os equipamentos já que começou a chover muito. Mas ainda arrisquei deixar o equipamento armado no mesmo local e, quando já estávamos indo embora, fui recolhê-lo e outro redondo atacou. Um lindo tambacu que fechou nossa pescaria com chave de ouro! 


Essa foi nossa pescaria surpreendente no verão do Hotel Engenho da Serra, simplesmente um paraíso da pesca esportiva que todo pescador merece conhecer. Espero que tenham gostado.

Por Pedro Daher