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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Igarapava - Produtiva Pescaria com Iscas Artificiais no Rio Grande

E aí, pessoal, tudo certo?
Eu (Diego Cintra) e meu amigo Rodrigo Anselmo decidimos fazer uma pescaria com iscas artificiais no Rio Grande, na altura de Igarapava - SP, que vocês poderão conferir o resultado abaixo. 
Fomos atrás dos tucunarés e das traíras que lá habitam; chegamos cedinho e já fomos colocando o barco na água.
Tivemos alguns ataques logo de manhã, mas os peixes escaparam. O primeiro tucunaré do dia então resolveu atacar minha isca: um tucunaré-amarelo.

Após esta captura não tivemos mais ação. Então resolvemos mudar de ponto, e logo nos primeiros arremessos o Rodrigo garantiu uma bela traíra e ainda registrou a ação em primeira pessoa - o vídeo pode ser visto no final da matéria.

Ao longo do dia em pontos diferentes o Rodrigo capturou mais alguns belos tucunarés-azuis nas iscas de hélice e meia-água, sempre diversificando as cores para encontrar a preferência dos bocudos.



E para encerrar bem a pescaria, o Rodrigo ainda fisgou um enorme tucunaré-amarelo, provando o potencial do Rio Grande mesmo com a pesca predatória. Lembrando que todos os peixes dessa pescaria foram soltos após a captura!

Abaixo, o vídeo da nossa pescaria:



Espero que gostem!

Por Diego Cintra

domingo, 1 de abril de 2012

Pescaria em São João Batista do Glória - Os sobreviventes do Rio Grande

Olá, amigos e leitores!
Realizamos duas excelentes pescarias no Rio Grande, na região de São João Batista do Glória - MG. A região sofre com os abusos da pesca predatória, mas mesmo assim ainda propicia belas fisgadas para quem insiste em buscar seus troféus, os verdadeiros sobreviventes do Rio Grande. Acompanhem abaixo alguns deles.

O gigante Trairão

A primeira pescaria foi realizada em fevereiro de 2012, por mim (Pedro), meu pai (Hilton) e minha prima Ana Flávia. Saímos de Passos - MG após o almoço e logo estávamos colocando o barco na água através da rampa pública do famoso Porto do Glória. 
Levamos apenas equipamentos leves, pois era para ser apenas uma brincadeira com alguns mandis e piaus. Por isso, nem tiramos fotos dos primeiros peixes fisgados.
Mas são nessas pescarias despretensiosas que os maiores peixes são fisgados, e foi isso o que aconteceu. Escolhemos um ponto nas proximidades da draga que retira areia do rio, local conhecido como "areeiro" que possui alguns poços com até três metros de profundidade e poucas pedras, e lá lançamos nossas iscas - minhocas iscadas em pequenos anzóis sem empate de aço. 
De repente, o equipamento leve do meu pai começa a envergar e voltar lentamente. Então, digo para ele fisgar, pois era um comportamento típico de grandes dentuças. Foi o que ele fez, tendo como resposta um salto do gigante a poucos metros do barco. Como era uma tralha subdimensionada para aquele exemplar, a briga durou vários minutos, mas após muita apreensão o trairão entrou no puçá e pôde ser fotografado. Percebemos que o peixe só não cortou a linha pois o pequeno anzol entrou bem no "canivete", caso contrário teria ido embora. Nesse momento, até eu quis segurar o troféu do meu velho. 


Após as fotos, esse exemplar - assim como todos os outros capturados nessas duas pescarias - foi devidamente solto. É sempre fantástico encontrar um peixe desse porte no Rio Grande, um verdadeiro sobrevivente que luta diariamente contra a pesca predatória. 

Insistimos muito no mesmo ponto, e eu e minha prima fisgamos diversos pequenos mandis, mas que nos divertiram bastante com o uso de equipamentos adequados. 

Assim que o tempo começou a fechar, resolvemos ir embora. Mas enquanto organizávamos as tralhas no barco, arrisquei uns arremessos na rodada, usando uma pequena chumbada e minhoca como isca em um ponto raso com fundo de areia e consegui capturar alguns mandis um pouco maiores, que vieram para encerrar nossa pescaria. 

Diversidade e mais troféus

Algumas semanas depois, já em março, eu e meu pai voltamos ao local, dessa vez acompanhados do meu amigo Gustavo, um jovem apaixonado por pescaria. Novamente, insistiríamos em peixes maiores usando tralhas leves. 
Assim que o sol saiu, já estávamos descendo o rio rumo à região conhecida como "Três Ilhas". Teríamos de ir embora antes do almoço, por isso queríamos aproveitar as primeiras horas do dia. 

No primeiro ponto em que paramos - um local com vegetação alagada propício para tucunarés -, o Gustavo abriu o dia com um grande mandi, fisgado com lambari vivo. Os tucunarés infelizmente não estavam ali. 

Resolvemos pescar alguns piaus e descemos o rio até um local com poços profundos e fundo de pedras, ambiente preferido desses peixes. Começamos a cevar usando quirera de milho e logo meu pai fisgou um lindo asa-vermelha (também conhecido como piau-flamengo) usando milho verde. 

Depois não tivemos mais ações naquele local e então resolvemos mudar de ponto. Escolhemos encostar o barco em uma margem com um droppoff (queda brusca de profundidade) evidente, pois ali poderíamos nos esconder do forte sol e ao mesmo tempo deixar as linhas na água em um local aparentemente produtivo. 
Tivemos que esperar pouco tempo até que a primeira vara envergasse e um belo mandi fosse capturado com minhoca. 

Arremessei meu equipamento mais leve com um grande chumbo no mesmo local em que o meu pai fisgou o mandi, mas logo que a isca de minhoca chegou ao fundo, a linha ficou enroscada em uma pedra. Deixei-a daquele jeito e continuei pescando. 
Após alguns minutos, a mesma vara enverga e o carretel do molinete canta. Fisguei, mas a linha ainda estava nas pedras. Então, abri o carretel e a linha esticou. Aí foi que o peixe conseguiu retirar o chumbo da loca, correndo para a margem.
Fiz muita força para "virar a cara" do exemplar, até que o enorme aracu-verdadeiro (ou piau-três-pintas) prancheou e pude erguê-lo para fazer as merecidas fotos. Ali estava mais um sobrevivente do Rio Grande. Ainda tomei um banho para soltar o peixe após a captura.

Arremessei no mesmo local do peixe anterior e antes mesmo de o chumbo encostar no fundo uma traíra já de bom porte atacou e nos presenteou com seus belos saltos. 

Mas esta não foi a última captura que aquele ponto promissor nos proporcionaria. O Gustavo, que estava insistindo nos pinchos ao lado dos aguapés em busca dos bocudos, finalmente conseguiu capturar um belo exemplar de tucunaré-azul, ao trocar a isca de meia-água por um lambari vivo. Mais uma espécie capturada no mesmo local, e que fechou nossa segunda pescaria com chave de ouro. 

Ressaltamos a necessidade de preservar o Rio Grande, que além de sofrer com as diversas barragens ao longo de seu percurso, ainda tem que lidar com a depredação da pesca predatória e da poluição diariamente, e por isso necessita da colaboração dos pescadores esportivos para continuar proporcionando boas pescarias àqueles que navegam por suas águas. 

Por Pedro Daher

sábado, 31 de dezembro de 2011

Represa de Furnas - Uma Pescaria em busca dos Tucunarés

Olá, amigos e leitores! A pescaria dessa vez foi realizada em Furnas, nas proximidades de Guapé - MG. Estávamos eu (Pedro), meu pai (Hilton) e o Nilson, um parceiro de pesca.
Fomos em busca dos tucunarés da represa, no mesmo local em que, em 2009, fisguei meu primeiro tucunaré-azul.

Saímos de Passos - MG bem cedo, compramos iscas vivas no caminho e seguimos viagem. Chegamos ao local de desembarque às 7h30min e logo estávamos com o barco na água. O tempo estava aberto, excelente para a nossa pescaria. 


Começamos a procura por galhadas com potencial para abrigar tucunarés, eu com um equipamento de flyfishing e os meus parceiros com lambaris e pequenos plugs de meia-água.
De início, não obtivemos ações, mas só de navegar nas águas da represa já vale a pena.

Então, resolvemos concentrar nossos arremessos em grotas mais profundas, e foi numa dessas - com uma pequena queda d'água ao fundo - que encontramos alguns bocudos. 

Usando um pequeno lambari como isca, direto no anzol sem chumbo, o Nilson fisgou o primeiro tucunaré da pescaria, um "trick" (peixe de pequeno porte, assim como os outros que fisgaríamos). 

As fisgadas continuaram e os pequenos bocudos estavam atacando ferozmente as iscas vivas, porém mais no fundo. Tínhamos de soltar a isca abaixo do barco e trabalhá-la no fundo para que eles atacassem. 


Resolvi insistir no fly, arremessando pequenas moscas mais no meio da grota, trabalhando-as lentamente na superfície. E foi aí que consegui fisgar meu primeiro tucunaré nessa modalidade, motivo de muita comemoração. 

Em seguida, mais fisgadas no fundo com iscas vivas e na superfície com moscas secas. Apesar do tamanho dos peixes, estávamos utilizando equipamentos bem leves, o que valorizava bastante as brigas. 


Pescamos a manhã inteira naquele ponto, pois os pequenos exemplares estavam ali encardumados, então acabamos nos entretendo. E pescá-los com equipamento de pesca com mosca no visual era uma sensação incrível, ainda mais pra mim, que iniciava na modalidade. 

Almoçamos às margens da represa, um típico "almoço de pescador". Enquanto descansávamos, meu pai ainda capturou uma bela tilápia com isca viva, mas não a fotografamos pois ela estava defendendo a prole, então ele a soltou rapidamente. 

As ações na parte da tarde ficaram por conta dos mandis, capturados com minhoca em poços fundos (com mais de 15 metros de profundidade). Vários exemplares foram fisgados - e soltos. Assim que escureceu, as ações dos pequenos bagres cessaram e decidimos encerrar a pescaria. 

Essa é a prova de que Furnas possui um excelente potencial de pesca esportiva apesar da depredação, que pode render muito se bem explorado. 

Por Pedro Daher

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cidade de Colômbia - Uma pescaria em busca do rei do Rio Grande e o Pesqueiro Primavera

Olá, amigos! O primeiro relato do Blog é acerca de uma pescaria realizada em outubro de 2011, quando pescamos no Rio Grande na região de Colômbia - SP, em busca dos dourados que habitam aquelas águas.

Um outro Rio Grande

Como eu (Pedro) moro em Passos - MG, sempre pesquei no Rio Grande à montante da Represa Mascarenha de Moraes (Peixotos), que fica próximo à cidade. Porém, a pescaria por aqui não é muito produtiva, e troféus são extremamente raros, devido à pesca predatória excessiva e à presença de barragens muito próximas que atrapalham a reprodução de peixes como o dourado (Salminus brasiliensis).
Foi pesquisando na Internet que encontrei informações sobre um local em especial onde os dourados ainda eram fisgados com frequência: a região de Colômbia - SP, à jusante da barragem de Porto Colômbia. O local apresenta como peculiaridade o fato de o Rio Pardo (importante afluente do Grande) desaguar em suas proximidades, permitindo que espécies migradoras subam por este e se reproduzam, o que mantém a piscosidade da região. E foi para lá que eu, meu pai (Hilton) e meu avô (Raimundo) organizamos uma pescaria de três dias, em busca dos raros troféus do Rio Grande.
Saímos de Passos no dia 13 de outubro bem cedo, encarando os quase 300 km de estrada até Colômbia.

Chegamos ao nosso destino ainda na parte da manhã, quando pudemos dar uma volta pela pequena cidade, que faz divisa com Planura - MG através de uma ponte sobre o próprio Rio Grande. 

Ficamos hospedados numa pousada às margens do rio, simples e de fácil acesso, localizado praticamente no centro da cidade. Lá há também a venda de iscas vivas, facilitando a vida dos pescadores. 

As primeiras impressões

Ao chegarmos, nós nos deparamos com uma forte chuva - que nos atormentaria durante toda a pescaria - e então fomos conversar com os pescadores locais para termos informações sobre as ações mais recentes. Assim, tivemos uma noção de onde pescar naqueles dias.
Logo que parou de chover, resolvemos tentar algum peixe. Enquanto meu pai preparava as tralhas, peguei uma vara de bambu com um pequeno anzol e minhoca como isca e ali mesmo, em frente à pousada, fisguei vários lambaris, alguns bem grandes.

Eu e meu pai saímos de barco sem guia, subimos o rio e arriscamos alguns arremessos na rodada, ele usando tuvira e eu com iscas de meia-água. Ao passarmos por uma rasura com águas mais turvas, uma pancada seca revelou nossa primeira ação de dourado, que se soltou no segundo salto. Foi o suficiente para nos deixar eufóricos. 
Retornamos à pousada para o almoço, onde contamos nossa experiência para o meu avô, que resolveu nos acompanhar na parte da tarde.

Encarando os reis do rio

Só voltamos ao rio no fim do dia, novamente sem um guia de pesca. Subimos até a desembocadura do Rio Pardo, onde meus parceiros arriscaram iscas vivas e eu insisti nos pinchos, mas dessa vez apoitados. Até que, um pouco acima, vimos um frenesi de aves e peixes numa rasura, e decidimos pescar naquele suposto cardume de forrageiros. 
Assim que nos aproximamos, conseguimos ver alguns dourados explodindo nos pequenos lambaris. Desligamos o motor e os dois arremessaram as tuviras vivas, enquanto eu escolhi a isca Inna 70 Marine Sports transparente, que era a que mais se aproximava dos peixinhos que estavam no local. 
Iniciei os arremessos com um trabalho mais rápido e rapidamente um lindo douradinho atacou e saiu tomando linha. Uma briga divertida e com muitos saltos nos presenteou com o primeiro "rei do rio" da pescaria, o peixe que nos levara a Colômbia! 

E as capturas continuaram no pincho. Embora fossem dourados de pequeno porte, a briga era emocionante e o fato de fisgar e soltar essa espécie no rio onde comecei a pescar valorizava ainda mais cada exemplar.


Meus parceiros ainda tiveram algumas ações nas iscas vivas, mas não conseguiram concretizar as fisgadas. 
Paramos de pescar assim que escureceu, mas estávamos muito animados para o dia seguinte.

O troféu de ouro

No dia seguinte, a chuva novamente nos impediu de pescar no período da manhã.
Somente às 15h conseguimos sair para o rio, dessa vez acompanhados do guia de pesca Losemar - conhecido como Losa.
Decidimos ir ao mesmo ponto do dia anterior, mas dessa vez insistiríamos na isca viva, em busca de maiores exemplares. 
Então, após algumas rodadas, a vara do meu pai enverga e dessa vez ele acerta a fisgada, fazendo com que um lindo dourado saltasse. O peixe fez com que a fricção do molinete cantasse alto, rendendo uma bela briga. Assim que ele prancheou, pudemos embarcar e fotografar o troféu da pescaria.


Esse foi o único peixe da tarde, pois não obtivemos mais ações. Então, voltamos à pousada e ficamos sabendo de um cardume de corvinas na represa de Porto Colômbia; assim, decidimos que iriámos até lá no último dia.

 Pindocando na represa

Saímos logo cedo, rumo ao Clube Náutico de Porto Colômbia, cujo trajeto é feito de carro e, embora contenha trechos de terra, é bem tranquilo.
Assim que chegamos, o guia Losemar tratou de colocar o barco na água e preparar os equipamentos para o longo período de navegação que enfrentaríamos, já que alcançar os pontos de pesca das corvinas exige mais de uma hora de navegação.

Navegamos até avistar um pequeno aglomerado de barcos, onde apoitamos, local que possuía profundidade média de vinte metros. 
A pesca de corvinas consiste em se soltar a isca (camarão vivo) até o fundo, recolher alguns centímetros de linha e em seguida começar a "pindocar" - ação de se levantar e abaixar a vara, semelhante à da pesca com Jumping Jigs
Foi só começar a trabalhar a isca e as primeiras corvinas foram fisgadas, por todos do barco. Apesar de não ser um peixe muito forte e de o tamanho médio dos exemplares capturados ser pequeno, sua pescaria é bem divertida e com ações incessantes. Só em nosso barco foram mais de quarenta capturas.



Mais uma vez, a chuva nos atrapalhou e fez com que encerrássemos a pescaria mais cedo. 
Porém, já na pousada, encontramos uma tarde ensolarada, o que nos motivou a sair para o rio em busca de algum peixe de couro. 
Então, adentramos o Rio Pardo até encontrarmos um poço mais fundo e lá insistimos até o fim do dia. Quando estávamos desistindo, o guia Losa acerta um pequeno pintado, que infelizmente não foi fotografado, mas comprovou a diversidade e o potencial da bacia do Rio Grande na região de Colômbia - SP.
Assim encerramos nossa pescaria de três dias em busca dos troféus de Colômbia, mas as fisgadas não pararam por aí.

Em busca de mais fisgadas

Na volta, passamos por uma cidade chamada São Joaquim da Barra - SP, onde eu sabia que havia um pesqueiro bom, o Pesqueiro Primavera. Convidei meu pai para irmos lá conhecer e ele concordou, desde que não ficássemos por muito tempo. 
Ao chegarmos, fomos recebidos pelo proprietário William, que nos passou algumas dicas. Escolhi um ponto vazio na lateral do lago e comecei a pescar. Usando salsicha de fundo, eu e meu avô tivemos várias ações, inclusive ele fisgou um enorme dourado que escapou na margem.
Meu pai decidiu pescar conosco e no primeiro arremesso já estava com uma bela patinga fisgada com minhoca.

Os dois foram almoçar e eu resolvi insistir mais um pouco. E foi aí que fui surpreendido pela um belo peixe também com minhoca num molinete desbalanceado e com linha toda raspada - que havia usado para pescar corvinas em Porto Colômbia. E por isso, fui bem cuidadoso na briga, que se estendeu por vários minutos, com direito até a saltos do redondo.


Após muito tempo de peleia, o exemplar prancheou e entrou no passaguá. Era um belo tambacu, maior peixe da viagem, para fechar com chave de ouro.


Depois de soltá-lo, simplesmente parei de pescar e juntei as tralhas para seguir viagem, pois nossa rápida passagem pelo pesqueiro tinha valido a pena. Descobrimos um novo ponto de pesca que acabou sendo destino de futuras pescarias. E assim, seguimos viagem com a sensação de missão cumprida.

 Por Pedro Daher