Illustration credit: Vecteezy
Mostrando postagens com marcador Pesqueiro Lagoa dos Patos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pesqueiro Lagoa dos Patos. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de outubro de 2014

Pesqueiro Lagoa dos Patos - Um dia divertido com os amigos no inverno paulista

Olá, amigos e leitores! 
Nossa última esticada de linhas foi no mês de julho de 2014, quando eu (Pedro) fui para a casa de uns primos em Mogi das Cruzes - SP. Na cidade mora o Fernando (um dos colaboradores do site Loucos por Pesca), meu antigo parceiro de pesca, e, como de costume, marcamos uma rápida pescaria enquanto eu estava por lá. O local escolhido foi o Pesqueiro Lagoa dos Patos, em Jundiaí - SP, que era o local onde a produtividade estava sendo melhor no rigoroso inverno paulista.
Combinei também de encontrar lá o meu amigo Wagner Sanfelisse de Campinas - SP, então mesmo se a pescaria não fosse produtiva, estaria entre amigos e o dia seria divertido.
Eu e o Fernando saímos de Mogi ainda de madrugada, acompanhados do parceiro Muller, chegando ao pesqueiro assim que amanheceu - éramos os primeiros da fila. Optamos por arriscar a pescaria no lago principal de pesque e solte.

O Fernando apostou no uso de massas de amendoim e maracujá de fundo, e não demorou muito para fisgar os primeiros peixes. Foram algumas pequenas caranhas que ficaram sem foto. 
Assim que o sol despontou, o Fernando arriscou cevar um pouco e logo carpas tomaram conta da ceva. Isquei um pedaço de salsicha flutuante direto na linha e arremessei no meio das batidas. Uma pancada seca fez a salsicha sumir e uma briga lenta e pesada me presenteou com uma das maiores, se não a maior tilápia que já fisguei.


Continuei pescando com salsicha flutuante, porém sem mais ações. Até que, em um momento de distração, sinto um puxão e fisgo. Todos ficamos surpreendidos quando vimos que um bicho bem inusitado estava na ponta da linha. Era uma garça que havia atacado a salsicha e se enroscado na linha! Até filmamos o momento, mas felizmente foi só forçar um pouco e o animal se soltou. Ficou o registro. 

Enfim, o Wagner chegou, acompanhado do seu parceiro Edinelson. Eles são aficionados por carpas-cabeçudas, e decidiram pescar num outro lago, onde fisgaram alguns exemplares em massas de leite condensado bem próximo à superfície, mas novamente sem registro. O registro que ficou foi do nosso encontro e das risadas que tivemos. 

Na parte da tarde, as ações na massa de fundo começaram a ser mais frequentes, com arremessos bem próximos à ilha no meio do lago, e fisgamos vários redondos. 


Até um enorme cascudo apareceu! Peixe raramente fisgado em anzois, ele nos permitiu uma bela foto. 

E claro, mais redondos! Conforme o sol ia abaixando, as ações se intensificavam. Em geral, peixes de pequeno e médio porte, mas que rendiam bons embates. 


Encerrando a pescaria, enquanto juntávamos as tralhas, um peixe começou a rebojar na margem. Isquei um pequeno pedaço de salsicha e arremessei próximo a ele. Não demorou para que ele atacasse com uma pancada seca e saísse tomando linha e saltando freneticamente. Era uma grande matrinxã, peixe que veio para coroar o fim do nosso dia! O Muller apareceu nas fotos comigo. 
Quando estávamos indo embora, vi um peixe rebojando na margem. Isquei um pedaço de salsicha com um pequeno anzol direto na linha e fiquei com a vara na mão. Um tranco seco e uma briga insana revelaram a esportiva matrinxã, encerrando a pescaria. 


Apesar do dia frio e de poucas capturas, a pescaria foi muito divertida e produtiva, pois contei com a presença de grandes amigos - e amizades feitas em pescarias, como diz o ditado, são para toda a vida. 
Quero agradecer em especialmente ao Fernando e ao Müller pela disposição e parceria que tiveram em pescar em pleno inverno paulista e ao Waguinho e ao Edinelson por compartilharem desses momentos conosco.

Por Pedro Daher