Illustration credit: Vecteezy

domingo, 26 de outubro de 2014

Pesqueiro Matrinchã - Muitos peixes com nossos amigos

Olá, amigos e leitores!
Durante o frio dos meses de baixa temporada de pesca de 2014, realizamos uma série de pescarias no Pesqueiro Matrinchã, em São Sebastião do Paraíso - SP. Surpreendentemente, fisgamos vários grandes peixes, juntamente com amigos e colaboradores. Confiram!

Pegando o jeito

A primeira pescaria ocorreu no final do mês de junho. Início do inverno, pesqueiro completamente vazio e peixes manhosos. Há tempos não pescávamos no local, ainda mais no frio, por isso precisaríamos tentar as mais diversas técnicas! Além de mim (Pedro), meu pai Hilton e meu avô Raimundo encararam a viagem.

O foco dos dois era nas tilápias, e logo que o sol começou a esquentar a água, elas começaram a aparecer. Todas fisgadas de fundo, com ração ou massa do próprio pesqueiro, no molinete leve ou na vara telescópica, a cerca de três metros da margem.



Foram muitos exemplares fisgados, era arremessar e ficar observando a linha, que já tinha ação em menos de dois ou três minutos de espera. Teve até vídeo mostrando a alegria do Seu Rai com as tilápias... 



Eu estava focado nos peixes maiores, e como já esperava devido à época, as pincacharas estavam muito ativas comendo ração na superfície. 

No local, uma das pescarias mais praticadas é a de peixes de couro com iscas artificiais, especialmente plugs de barbela de meia-água. Escolhi um de sete centímetros de cor verde-limão e iniciei meus arremessos. Mas surpreendentemente, elas não estavam atacando. 
Foi só após o almoço, com a água já mais quente, que consegui fisgar meu exemplar. Com um trabalho lento e no visual, veio a pancada, seguida de uma boa briga. Era o maior peixe do dia! 



Após soltar o exemplar, no meu próximo arremesso, engatei um enorme tambacu que saiu tomando linha e arrebentou a linha nas famosas gaiolas (tanques-rede que existem em um dos lagos esportivos). Havia descoberto o hábito dos peixes! 
Na parte da tarde, sem mais resultados em outras iscas artificiais. Mas as tilápias não deram trégua, foram presença constante até o fim da pescaria! 



Retornando preparados

Algumas semanas depois, já no mês de julho, voltei ao pesqueiro acompanhado do meu tio Beto e do meu avô, mas dessa vez preparado para fisgar os grandes exemplares que habitam os lagos esportivos. Levava comigo três unidades da isca artificial que rendera resultado na pescaria anterior Também estiveram conosco os parceiros Rodrigo Marques (Equipe Reis do Lago) e Diego Cintra (DC Pesca), de Franca - SP, dois grandes pescadores de tambacus. Meu tio e meu avô desejavam fisgar tilápias, enquanto eu ficaria na pesca esportiva atrás dos maiores exemplares.
Logo que chegamos,  avistei um funcionário do pesqueiro tratando dos tanques-rede, e como de costume, pedi para que ele tratasse dos tambacus pois eu queria fisgar um, mas devido à água gelada, só subiram tilápias e carpas na ceva.
Porém, um pouco de ração se acumulou na margem e apenas um enorme tambacu (um dos maiores que já vi no local) se arriscou a comê-la. Arremessei a ração na sua frente e tive uma fisgada insana. Por ter fisgado o peixe na margem, achei que iria retirá-lo sem que ele se enroscasse nas gaiolas, mas uma corrida frenética que foi capaz de quebrar três passadores da vara estourou a linha. Fica na memória...
Nesse meio tempo, meus parceiros já haviam fisgado boas tilápias na pescaria de fundo no lago dos tanques-rede, utilizando novamente massa e ração! 


Já era quase hora do almoço quando dois pescadores chegaram ao nosso lado e começaram a conversar. Era o Vitor Hugo e seu primo Nando, pescadores que se tornaram grandes parceiros nossos. 
Seguindo um conselho meu, o Vitor arremessou um equipamento com tripas de frango no fundo próximo aos tanques-redes do lago maior, e não demorou muito para sua vara envergar. Era um pacu caranha gigantesco! 


Como de praxe, na hora do almoço, um funcionário novamente tratou dos peixes das gaiolas. Convidei o Vitor para pescar na ceva comigo e ele topou de prontidão. Os tambacus não subiram, mas algumas pincacharas sim, e numa dessas garanti meu primeiro bom peixe do dia! 




Com a paradeira do meio do dia, acompanhei os parceiros Rodrigo e Diego, que pescaram de fundo com salsicha e fisgaram várias tilápias. Até eu garanti um exemplar.





Na parte da tarde, resolvi insistir nos pinchos com a isca de meia-água que tinha me rendido boas fisgadas em junho. Foi preciso muita insistência, mas numa das voltas pelo lago, fisguei um enorme tambacu que saltou sete vezes e atravessou o lago tomando linha. Foi simplesmente uma das brigas mais insanas que eu já tive no Matrinchã e meu maior peixe da temporada no local. 



Como era de se esperar, meus companheiros estavam frenéticos nas tilápias! Era peixe para se perder a conta... Inverno insano no Matrinchã.


O dia ainda nos reservaria mais uma surpresa. Com os braços cansados, voltei a acompanhar os parceiros Diego e Rodrigo. Num dos arremessos do Diego com salsicha, ele deixou a vara comigo, e eu fisguei no primeiro leve puxão. A briga pesou e eu passei para ele.
O garoto ficou animadíssimo quando viu que se tratava de um tambacu! Peixe já de tamanho bom, não chegou a entrar no puçá, mas o registro foi devidamente feito, pondo fim ao nosso segundo dia de pescaria e deixando ainda mais vontade de retornarmos...




O dia das bigodudas

Em menos de um mês, já estávamos de volta. Agosto, muito vento e a certeza de que o dia seria das pincacharas. Além de mim e dos meus familiares, estava nessa pescaria meu amigo Lucas Costa, fazendo sua primeira empreitada atrás de um grande peixe.
E foi ele o primeiro a fisgar um dos grandes peixes de couro que dominariam nosso dia! Empolgação é pouco para descrever o estado dele na briga com o recorde pessoal fisgado com ração na boia...



Novamente, meu avô ficou por conta das tilápias, e nem mesmo o vento do mês de agosto impediu a fartura de capturas dessa espécie. 

O dia foi passando e eu insisti nas iscas artificiais em busca dos peixes de couro. Eles estavam lentos, mas com persistência, fisguei meu exemplar! 

No arremesso seguinte após a soltura, mais uma pancada. Novamente, uma pincachara, mas essa era bem menor que a anterior. 

Ainda nos pinchos, depois de almoçarmos, voltei aos arremessos frenéticos e fisguei duas grandes tilápias com a mesma isca de meia-água! Ação improvável, mas ambas encharutaram a isca. 


O Beto pescou o dia todo na modalidade de ultralight com ração na pinga, e fisgou muitas tilápias, com direito até a algumas bigodudas intrusas na pescaria!



Numa dessas, já no fim do dia, ele fisgou uma pincachara enorme que saiu tomando linha em disparada. Ele me chamou e pediu para puxar o peixe - missão dada é missão cumprida! Tive que correr nas margens do lago, mas ela se cansou e saiu para as fotos. Com certeza o maior exemplar da pescaria, encerrando-a com chave de ouro! 



Cevadeiras neles!

Alguns dias depois, o Diego retornou ao Matrinchã. Ele desejava buscar as pincacharas tão ativas naquela época, além de investir nas boias cevadeiras para fisgar seu primeiro redondo nessa modalidade. 
Segundo ele, foi uma pescaria sofrida, mas ele cumpriu seus objetivos! Uma bela pincachara foi fisgada com uma isca artificial de barbela longa no lago das gaiolas. 

E o seu primeiro tambacu na modalidade de boia cevadeira saiu! Peixe que exigiu insistência e técnicas, mas posou para as fotos no final do dia, com direito a vídeo.


Viciado pela modalidade, na semana seguinte ele estava de volta! Novos peixes tinham sido soltos no lago esportivo, e os pequenos redondos dominaram as ações, afundando as boias com voracidade! 


Mais uma vez, elas

Vendo que as capturas estavam ocorrendo em quantidade, resolvi voltar ao pesqueiro com meu pai. Fizemos uma rápida pescaria no início de setembro, mas o pouco tempo - final da tarde em que estávamos de passagem por São Sebastião do Paraíso - foi suficiente para fisgarmos alguns bons peixes. 
Como sempre, meu pai preferiu pescar tilápias com varas telescópicas e engatou bonitos peixes com a massa do pesqueiro. Até uma enorme carpa húngara foi fisgada por ele, mas não a retiramos da água e ficou sem registro fotográfico.


Eu, como sempre, em busca dos maiores, mas tive pouco resultado nesse dia, apesar de persistir nas iscas artificiais. 
Meu pai começou a jogar ração no ponto onde ele estava e a quantidade acumulada atraiu algumas curiosas pincacharas no fim do dia. Não perdi a oportunidade de arremessar minha isca artificial, e foi aí que consegui ferrar o meu belo exemplar de pincachara do dia. 



Nesse dia, tive a oportunidade de conhecer outro pescador que se tornou um grande amigo e colaborador nosso: Rodrigo Anselmo, de Franca - SP. Ele garantiu grandes tambacus na pesca com boia cevadeira e miçangas. 

E como sempre acontece nos clichês de pescaria, foi naquele último arremesso na hora de irmos embora que entrou meu segundo bom peixe. Dessa vez, outra espécie: uma cachara pura, rara em pesqueiros! Claro, devidamente solta. 


Nossos parceiros fizeram a festa

Com o fim do inverno, os tambacus voltaram à ativa com voracidade. Nossos parceiros estiveram no pesqueiro e fisgaram muitos peixes de grande porte, com direito a dublês e triplês! Diego e Rodrigo Marques dominaram a pescaria de redondos com boias cevadeiras, acompanhados do parceiro Wendell de Mococa - SP. Os exemplares foram fisgados com anteninhas, miçangas e ração na pinga no "palminho" (a um palmo de profundidade). 


Nesse mesmo mês, outros parceiros nossos fizeram boas pescarias por lá. Primeiro, foi a vez do Gustavo de capturar os grandes tambas do Matrinchã, pescaria toda feita de fundo com coração de boi. 

As últimas fotos que recebi foram de mais peixes grandes fisgados com boias cevadeiras, dessa vez pelo colaborador João Pedro Mendonça. Segundo ele, o uso de chicotes de um metro com ração na pinga estava sendo fatal no fim da tarde para fisgar exemplares maiores. 


Esses foram os gigantes fisgados pela nossa equipe e parceiros no Pesqueiro Matrinchã, um dos maiores redutos de gigantes de Minas Gerais. A temporada começou com tudo e promete belos peixes! 

Por Pedro Daher

sábado, 11 de outubro de 2014

Pesqueiro Lagoa dos Patos - Um dia divertido com os amigos no inverno paulista

Olá, amigos e leitores! 
Nossa última esticada de linhas foi no mês de julho de 2014, quando eu (Pedro) fui para a casa de uns primos em Mogi das Cruzes - SP. Na cidade mora o Fernando (um dos colaboradores do site Loucos por Pesca), meu antigo parceiro de pesca, e, como de costume, marcamos uma rápida pescaria enquanto eu estava por lá. O local escolhido foi o Pesqueiro Lagoa dos Patos, em Jundiaí - SP, que era o local onde a produtividade estava sendo melhor no rigoroso inverno paulista.
Combinei também de encontrar lá o meu amigo Wagner Sanfelisse de Campinas - SP, então mesmo se a pescaria não fosse produtiva, estaria entre amigos e o dia seria divertido.
Eu e o Fernando saímos de Mogi ainda de madrugada, acompanhados do parceiro Muller, chegando ao pesqueiro assim que amanheceu - éramos os primeiros da fila. Optamos por arriscar a pescaria no lago principal de pesque e solte.

O Fernando apostou no uso de massas de amendoim e maracujá de fundo, e não demorou muito para fisgar os primeiros peixes. Foram algumas pequenas caranhas que ficaram sem foto. 
Assim que o sol despontou, o Fernando arriscou cevar um pouco e logo carpas tomaram conta da ceva. Isquei um pedaço de salsicha flutuante direto na linha e arremessei no meio das batidas. Uma pancada seca fez a salsicha sumir e uma briga lenta e pesada me presenteou com uma das maiores, se não a maior tilápia que já fisguei.


Continuei pescando com salsicha flutuante, porém sem mais ações. Até que, em um momento de distração, sinto um puxão e fisgo. Todos ficamos surpreendidos quando vimos que um bicho bem inusitado estava na ponta da linha. Era uma garça que havia atacado a salsicha e se enroscado na linha! Até filmamos o momento, mas felizmente foi só forçar um pouco e o animal se soltou. Ficou o registro. 

Enfim, o Wagner chegou, acompanhado do seu parceiro Edinelson. Eles são aficionados por carpas-cabeçudas, e decidiram pescar num outro lago, onde fisgaram alguns exemplares em massas de leite condensado bem próximo à superfície, mas novamente sem registro. O registro que ficou foi do nosso encontro e das risadas que tivemos. 

Na parte da tarde, as ações na massa de fundo começaram a ser mais frequentes, com arremessos bem próximos à ilha no meio do lago, e fisgamos vários redondos. 


Até um enorme cascudo apareceu! Peixe raramente fisgado em anzois, ele nos permitiu uma bela foto. 

E claro, mais redondos! Conforme o sol ia abaixando, as ações se intensificavam. Em geral, peixes de pequeno e médio porte, mas que rendiam bons embates. 


Encerrando a pescaria, enquanto juntávamos as tralhas, um peixe começou a rebojar na margem. Isquei um pequeno pedaço de salsicha e arremessei próximo a ele. Não demorou para que ele atacasse com uma pancada seca e saísse tomando linha e saltando freneticamente. Era uma grande matrinxã, peixe que veio para coroar o fim do nosso dia! O Muller apareceu nas fotos comigo. 
Quando estávamos indo embora, vi um peixe rebojando na margem. Isquei um pedaço de salsicha com um pequeno anzol direto na linha e fiquei com a vara na mão. Um tranco seco e uma briga insana revelaram a esportiva matrinxã, encerrando a pescaria. 


Apesar do dia frio e de poucas capturas, a pescaria foi muito divertida e produtiva, pois contei com a presença de grandes amigos - e amizades feitas em pescarias, como diz o ditado, são para toda a vida. 
Quero agradecer em especialmente ao Fernando e ao Müller pela disposição e parceria que tiveram em pescar em pleno inverno paulista e ao Waguinho e ao Edinelson por compartilharem desses momentos conosco.

Por Pedro Daher