Illustration credit: Vecteezy

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Pesqueiro Cantão da Serra - Uma rápida e divertida brincadeira em Mogi das Cruzes

Olá, amigos e leitores!
Como vocês devem saber, eu (Pedro) tenho parentes em Mogi das Cruzes - SP e frequentemente os visito. Sempre que estou lá, aproveito para conhecer novos pontos de pesca, e em janeiro de 2015 não foi diferente. Um desses locais que conheci foi o Pesqueiro Cantão da Serra, localizado na Estrada Antônio Urbano, uma nova opção de pesca na região metropolitana de São Paulo. O Cantão da Serra possui dois lagos, destinados tanto à pesca esportiva (taxa diária de R$ 12,00 por pescador) quanto ao pesque-e-pague, contando com tilápias, traíras, alguns peixes de couro, redondos e grandes carpas. Localizado em meio à Mata Atlântica , possui um ambiente agradável e arborizado.



Já havia ido no pesqueiro uma vez anteriormente, mas não tive tempo de pescar. Dessa vez, estávamos indo almoçar e eu logicamente levei dois equipamentos no carro para tentar fisgar algo, mesmo o tempo de pesca sendo curto - somente o tempo de a minha família almoçar.
Assim que cheguei, notei que o local estava bem cheio, mas mesmo assim acabei achando um local para me estabelecer e comecei a preparar as tralhas. Escolhi começar pescando com uma massa carnívora misturada com beijinho no lago de cima no chuveirinho de fundo em busca das grandes tilápias e carpas do local, e de fato não demorou muito para eu fisgar meu exemplar de tilápia!


Esse curto tempo entre o preparo da massa e a soltura do peixe foi o suficiente para o almoço ser servido, mas eu deixei dois equipamentos de fundo com salsicha na espera no lago de baixo. E, como eu já esperava, os dois tiveram ação rapidamente! Um senhor que estava perto fisgou as duas enquanto eu corria do restaurante para o lago.
Um dos peixes fisgados era um pequeno redondo, que se entregou com facilidade e eu nem fotografei. Já o outro, era um peixe já mais crescido com o qual eu consegui brigar bastante e trazer para as fotos. Meia hora de pesca esportiva foi o suficiente para comprovar a fartura do local!


Foram momentos breves de linha na água, mas todos arremessos e todas as iscas tiveram ação, fato que me deixou com ainda mais vontade de retornar ao pesqueiro com mais tempo. Mas, naquele momento, eu já estava satisfeito com o resultado, havia sido suficiente e agradável a pescaria com os peixes do Cantão da Serra - local que vale a visita!

Por Pedro Daher

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Pesqueiro Kobayashi - Primeira pescaria do ano com grandes tambacus paulistas

Olá, amigos e leitores! Nossa primeira pescaria de 2015 foi realizada juntamente com o amigo Fernando (colaborador do site Loucos Por Pesca), no início de janeiro. O Fernando mora em Mogi das Cruzes - SP, cidade onde eu (Pedro) tenho parentes e sempre passo as férias. Dessa vez, ele me chamou para conhecer o Pesqueiro Kobayashi, praticamente dentro da cidade, contando com três lagos para a pesca onde habitam tilápias, carpas, traíras, cacharas, pacus e os grandes tambacus. 

Chegamos bem cedo, mas como já esperávamos devido às férias escolares no estado, a fila de pescadores já era grande. Ficamos no canto do lago, no único quiosque vago. Lá, insistimos por toda a manhã, mas sem nenhuma ação. Estávamos focados na modalidade de boia torpedo apoitada com chicote de um metro e minhocoçu como isca, o que, segundo o Fernando, é muito produtivo no local. Mas o nosso quiosque realmente não ajudou...
Só depois do almoço é que uma turma foi embora, e pudemos mudar para um local mais central do lago.

E foi aí que nossa sorte começou a mudar. Arremessamos três equipamentos e não demorou muito para fisgarmos nosso primeiro peixe do ano, uma pequena mas valente patinga.

Algum tempo depois, outra boia afunda. Algumas corridas rápidas e curtas indicavam um peixe um pouco maior na ponta da linha; dito e feito, um tambacu de pequeno porte, mas de coloração muito bonita! 


Ao longo da tarde, tivemos várias ações de peixes menores, com linhas cortadas e algumas boias estouradas. Enquanto isso, em todo o lago, estavam sendo fisgados muitos redondos modalidade de cevadeira com miçangas no "palminho", mas não vimos sair nenhum peixe acima dos cinco quilos.
Já estava anoitecendo, quando, enfim, fisgamos um peixe aparentemente grande. Era a vez do Fernando de brigar - e que briga! Peixe pesado, correndo lentamente e nadando bem na superfície.


Como o estilo do embate já indicava, realmente se tratava de um enorme tambacu. Somente quando o colocamos no puçá é que tivemos noção de seu tamanho. Foi o maior peixe fisgado no pesqueiro nesse dia. 


Um legítimo baguá do Kobayashi, que saiu na pescaria de espera com isca natural mesmo num dia de pesqueiro lotado de boias. Melhor maneira de iniciar a temporada 2015! 


E é claro que eu queria fisgar o meu exemplar. Com o último pedaço de isca que tínhamos, o Fernando arremessou meu equipamento bem próximo à corda que divide o lago - ponto dos grandes peixes, e aí foi só esperar a boia descer. Mas infelizmente erramos a fisgada... 
Insistentes, arremessamos de novo com o que sobrou da isca e eu fiquei com a vara na mão. Enfim, batida e peixe fisgado! No último instante da pescaria, e quase que embaixo de chuva, briguei com o meu exemplar e o trouxe para as fotos. 


Não era tão grande quanto o anterior, mas era maior do que todos os outros peixes fisgados por outros pescadores nesse dia de pesca, sinal de que a isca natural de minhocoçu realmente fez a diferença para selecionar bons peixes. 


E foi com a soltura desse peixe que encerramos mais uma de nossas pescarias conhecendo um novo pesqueiro. Espero que tenham gostado.

Por Pedro Daher

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Igarapava - Produtiva Pescaria com Iscas Artificiais no Rio Grande

E aí, pessoal, tudo certo?
Eu (Diego Cintra) e meu amigo Rodrigo Anselmo decidimos fazer uma pescaria com iscas artificiais no Rio Grande, na altura de Igarapava - SP, que vocês poderão conferir o resultado abaixo. 
Fomos atrás dos tucunarés e das traíras que lá habitam; chegamos cedinho e já fomos colocando o barco na água.
Tivemos alguns ataques logo de manhã, mas os peixes escaparam. O primeiro tucunaré do dia então resolveu atacar minha isca: um tucunaré-amarelo.

Após esta captura não tivemos mais ação. Então resolvemos mudar de ponto, e logo nos primeiros arremessos o Rodrigo garantiu uma bela traíra e ainda registrou a ação em primeira pessoa - o vídeo pode ser visto no final da matéria.

Ao longo do dia em pontos diferentes o Rodrigo capturou mais alguns belos tucunarés-azuis nas iscas de hélice e meia-água, sempre diversificando as cores para encontrar a preferência dos bocudos.



E para encerrar bem a pescaria, o Rodrigo ainda fisgou um enorme tucunaré-amarelo, provando o potencial do Rio Grande mesmo com a pesca predatória. Lembrando que todos os peixes dessa pescaria foram soltos após a captura!

Abaixo, o vídeo da nossa pescaria:



Espero que gostem!

Por Diego Cintra

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Clube de Pesca Lago Verde - Tambaquis e Tambacus goianos! (Parte I)

Olá, amigos e leitores! 
Hoje o relato é da primeira parte das nossas matérias de aniversário, no Clube de Pesca Lago Verde, em Goiânia - GO. O local é considerado por muitos um dos melhores pesqueiros do mundo! A estrutura sensacional, quantidade absurda de peixes e atendimento de qualidade explicam tal fama.
Nossas pescarias no local foram realizadas em março de 2014, durante uma expedição que realizamos em Goiás com o parceiro Rodrigo Marques do blog Reis do Lago, de Franca - SP. Abaixo, confiram o relato da primeira das duas pescarias que realizamos no clube:

Parte I - Conhecendo o Paraíso dos Redondos

Eu (Pedro) e meu pai (Hilton) saímos de Passos - MG de madrugada, no dia 1 de março de 2014. Encontramos o Rodrigo em Franca e seguimos viagem rumo a Goiânia. Chegamos ao pesqueiro às 14 horas e logo de cara comprovamos o potencial do local, estrutura impecável. Meu pai almoçou e foi descansar da pesada viagem, enquanto eu e o Rodrigo fomos direto para o lago 1. Havíamos reservado o píer 01 e lá ficamos por toda a tarde. 

Local de beleza ímpar, desde a entrada até a área de pesca. O clube conta com dois grandes lagos - o primeiro, em frente ao hotel, destinado apenas à pesca esportiva e o segundo, com peixes menores, destinado às pescas esportiva e por quilo - em ambos, é permitido ao pescador que se hospeda no hotel pescar 24 horas.




Ansiedade a mil, o Rodrigo montou uma tralha de cevadeira e começou as capturas usando as famosas anteninhas, de cores claras e vermelhas. Bastava um arremesso para que toda a ração sumisse, juntamente com a boia cevadeira que era arrastada para o fundo do lago. 


Eu, sem experiência nenhuma nessa pescaria, demorei bastante para conseguir fisgar e retirar um bom peixe, mas aos poucos fui aprendendo as técnicas com o auxílio do meu parceiro. Usei chicote de 1 metro de monofilamento 0,50mm e anteninhas cor caramelo. 

As capturas ocorreram durante toda a tarde, ora nas anteninhas, ora no palminho (miçanga a 20 cm de profundidade). Após uma forte chuva que o pesqueiro mostrou seu verdadeiro potencial, já que não perdíamos um arremesso sequer. Vale salientar a força dos peixes capturados: apesar de serem exemplares de pequeno porte - de 3 a 10 quilos -, todas as batalhas duraram no mínimo 10 minutos.



Meu pai chegou para pescar conosco e aí que a quantidade de redondos capturados aumentou ainda mais. Os dublês aconteciam incessantemente. Enquanto eu e o Rodrigo usávamos as cevadeiras, o meu pai pescava com tralhas classe 8 libras e linguiça calabresa no fundo. Até um jundiá-onça apareceu na pescaria de fundo! 



Em menos de uma hora de pescaria, capturamos mais de 10 redondos e não dava tempo de usar mais de uma vara. Até um cágado fisgado por mim apareceu na pesca de fundo com linguiça. 




De repente, um descarrego insano na minha tralha mais leve que estava com linguiça próxima à margem deu início à maior briga da tarde. Uma batalha com longas corridas na superfície denunciava um gigante até aí nunca registrado pela nossa equipe: o sonhado tambaqui! Após mais de 40 minutos de briga - fazendo jus à fama de peixe de água doce de escamas mais forte do mundo -, o monstro prancheou e posou para as fotos. Ali estava o peixe que nos levou ao Lago Verde, missão cumprida!


Já estava escuro quando um grande amigo de Goiânia e assíduo frequentador do Lago Verde, Alex Feliciano, chegou para nos acompanhar. Assim, tivemos uma verdadeira aula de pesca com ele, e mais exemplares apareceram. 

Mesmo na pesca noturna os peixes continuaram muito ativos! O Alex garantiu os tambas usando mortadela flutuante; meu pai e o Rodrigo optaram pela pesca de fundo com mortadela e fizeram um belo dublê; eu quis continuar na cevadeira mesmo na escuridão total, mas usando pequenos pedaços de pão usando um chinú 8 e também fisguei os meus redondos. 



Após essas capturas, a pescaria no lago foi encerrada e fomos jantar. Porém, como éramos hóspedes, pudemos continuar pescando. Eu e o Rodrigo voltamos ao lago e continuamos a pescar. Eu iniciei as capturas fisgando alguns pequenos redondos na cevadeira com pão.

 Vocês acham que meu parceiro ficou para trás? Que nada! Aproveitou para testar a técnica de mortadela flutuante que o Alex havia nos ensinado e acabou engatando uma enorme encrenca no equipamento leve.

 Mais de 20 minutos de puras adrenalina e força foram necessários para cansar o troféu da noite, mais um verdão para nossas lentes! O primeiro tambaqui do pescador, este com uma coloração muito mais bonita e acentuada.


Como estávamos muito cansados da viagem, resolvemos ir deitar e continuar no outro dia. Passamos uma excelente noite no hotel às margens do lago e às 5:30 da manhã já estávamos arremessando nossas iscas. Iniciamos a captura com um dublê - o peixe do Rodrigo fisgado na cevadeira e o meu com calabresa na margem. 


Depois, tivemos uma paradeira de ações que só foi interrompida por um belo tamba fisgado com muçarela na tralha leve.
 E antes de irmos embora, o Marques ainda garantiu uma linda tambatinga com ração na pinga a 15 cm de profundidade; um lindo peixe que encerrou a primeira parte da nossa pescaria no paraíso dos redondos.

Abaixo, um pouco do que foi nossa pescaria nesse lugar incrível: 


Assim, seguimos viagem rumo ao interior de Goiás, pois ainda tínhamos seis dias de pesca com a missão de fisgar os gigantes do estado...

Por Pedro Daher